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Estrelas de afeto

João Barnabe

Não me venham pedir poemas


Nem todos poetas se escrevem
Alguns apenas só sonham,
Fazem rabisco, não sei!
Acreditam que o amor sempre vem,
Estampado no sorriso de alguém
Que não chegue e vá embora.
Sonham até ser poetas
Sendo uns grandes patetas,
Como eu por aqui agora;
Se me vierem aqui ler
Espero que tenham prazer
Como eu tenho nesta mão,
Que sempre me foge para a rima
Como se eu trouxesse de sina
Nascer com imaginação.
Por vezes faltam-me as palavras
Como larápio e borralhas
E vou ao dicionário ver,
Não pensem que nasci ensinada,
Se sou poeta coitada,
Só vim aqui para aprender!
As palavras são como a água
Se alguém as conseguir beber.

Cristina Moita

Maria Cristina Pinheiro Moita nasceu na Clínica de São Gabriel em Lisboa, a 19 de Março

de 1968, residindo desde sempre em Vila Franca de Xira onde casou e teve três filhos.
Começou a aparecer com a sua escrita em sites de poesia, utilizando alguns pseudónimos, tem duas páginas suas de poesia no Facebook, uma delas para crianças.
A sua escrita é espontânea, imaginativa e sem tabus, utilizando por vezes a crítica social

e a ironia, na sua poesia vai do sentimento mais triste ao mais humorado, tanto em rima como em verso livre. Participou em vários trabalhos colectivos como coletâneas e antologias e tem 3 livros publicados: “Corpo de Corcel” da Editora Temas Originais em 2009, “Falua

da Saudade” da Editora Lua de Marfim em 2011 e “O voo da flor” da Editora Vieira da Silva em 2017 (Colecção Status Quo coordenada por Emanuel Lomelino).
Adora tudo o que tenha arte, não consegue viver sem música, e tem uma grande paixão

por fotografia como podem ver em Olhares.com/CristinaMim.

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